Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

" Destino- parte III "

Durante o resto da tarde além do meu trabalho, fui cogitando na hipótese que tinha arranjado para inverter o feitiço contra o feiticeiro, naquele jogo de sedução, e dava-me algum prazer encarar agora aquele jogo tão inesperado com outros olhos. Não sabia como seria o desfecho mas se nada acontecesse ficaria por ali aquela história e nunca mais voltaria a pensar no caso. Ignoraria por completo aquele incidente e o assunto morreria por ali.

Ao fim da tarde depois de uma passagem breve por casa, resolvi pegar no livro e sair… dirigi-me ao estabelecimento, e fui até ao balcão. Perguntei se por acaso conheciam aquele cliente com aquele nome, e a resposta para minha surpresa foi que sim, que se tratava de um cliente habitual e que residia ali perto. Para minha sorte, tratava-se de uma senhora amável e que gostava de conversar, o que fez com que descobrisse sem grande esforço mais alguns particularidades sobre este homem. Descobri que era viúvo, e que parecia simpático, apesar de ser reservado com a sua vida pessoal. Agradeci e despedi me, apesar daquela simpática senhora me querer manter no café com a convicção que daqui a mais alguns minutos ele se encontraria ali para tomar o seu café habitual, ao qual me defendi dizendo que estava com um pouco de pressa e que não podia esperar, mas que agradecia que lhe entregasse o livro com um sobrescrito que meti por dentro, que não passaria despercebido aos olhos dele e no qual tina escrito a seguinte mensagem:

Se realmente tem algum interesse em conhecer-me, telefone-me e marcaremos um novo encontro, desta vez marcarei eu o local e a hora.”

Sai. Fiquei a pensar; viúvo e tão novo, alguma coisa se teria passado, muito grave, pensei eu.

Pensei no que provavelmente iria acontecer, ou iria ignorar o meu desafio, ou iria sentir-se desafiado e surpreso com o virar dos acontecimentos e reagiria mal, ou então resolveria aceitar aquele jogo e que os termos seriam outros e não os dele, o que nem sempre nos homens provoca uma boa aceitação. Iria tornar esta história bem mais interessante, quase fazia lembrar os tempos de escola, mas desta vez o risco e as consequências eram outras tornando também o desafio muito mais excitante!

(Ahahahah...)

Pensei que provavelmente teria algum resultado em breve, o que para minha surpresa não aconteceu naquele dia, passou outro, mais outro e a semana passou sem alterações, o que me deixou desapontada, porque aquela espera sem saber o que iria acontecer a partir dali estava a deixar-me ansiosa e impaciente. O silêncio dele estava a deixar-me ainda mais curiosa, mas ao mesmo tempo triste. Não percebia bem porque ou nunca o quis aceitar, mas percebi que o desejo de o conhecer aumentava positivamente de dia para dia.

Mas o meu orgulho era maior e não seria eu a ligar-lhe desta vez…

Se quisesse aceitar, teria que ser ele.

Naquela sexta feira, a caminho de casa, o telefone tocou e ao pegar no aparelho o numero que apareceu fez-me soltar uma gargalhada, e senti-me vitoriosa ao perceber que era ele e que tinha despertado nele algum interesse. Deixei tocar algum tempo, encostei e atendi.

- Boa noite. Espero que não fique surpresa com o meu telefonema. – Disse em tom agradável esperando a minha reacção por alguns segundos.

- Fiquei, já não esperava que me telefonasse. Mas ainda bem que o fez. - Não queria acreditar no que tinha acabado de dizer!

- Por algum motivo em especial…?

- Não, apenas curiosidade.

- Afinal está curiosa….

- Nem por isso… – percebi imediatamente que nem eu acreditava nestas palavras quanto mais ele.

- Espero um convite seu. Estou às suas ordens. – Disse-me aquela voz grave mas que me deliciava com o seu timbre e sonoridade.

- Jantamos amanhã, pode ser? Perguntei eu receosa de receber uma resposta positiva esperando ardentemente que já tivesse planos e que recusasse o meu convite.

- Podemos sim. Onde e a que horas?

Parei para reflectir. Não estava mesmo nada à espera desta resposta e passados alguns instantes marquei num restaurante discreto e simpático um pouco afastado da cidade, e que para minha surpresa ele também conhecia.

- Lá estarei conforme combinado.

Despedimo-nos com alguma pena minha e fui para casa.

Categorias:

Escrito por FlordeLis às 23:19
| Vossas memórias
14 comentários:
De FM a 18 de Outubro de 2006 às 23:51
Tunga!!! fisgaste-o!!!! né????
ganda mulher.
BJ

FM


De FlordeLis a 19 de Outubro de 2006 às 22:14
Não se trata de fisgar alguém ou não Filipa...
As coisas quando têm que acontecer,acontecem e todos nós sabemos que a vida nos traz acontecimentos inesperados que nunca imaginámos viver em alguma altura da nossa vida.





De Fernando a 19 de Outubro de 2006 às 10:52
Isto hoje soou esquisito...


De FlordeLis a 19 de Outubro de 2006 às 22:16
Tens razão Fernando... talvez porque senti necessidade de editar mais um capitulo desta historia...



De kenekinha a 19 de Outubro de 2006 às 11:25
de momento a memoria mais marcante que me ocorre e uma melodia que passava ha uns anos na radio naquele progama que ate tinha uma mala,o locutor era uma divisao (sala) e a locutora uma amiga (olga).
recordo tambem que passava bastante cedo e que qlem da melodia trouxe a uma determinada conversa a importancia ou nao dos bolsos nos pijamas.
memorias essas que aliadas a muitas mais,jamais o cruel tempo e a implacavel distancia apagarao
beijo do tamanho do infinito meu anjo.


De FlordeLis a 19 de Outubro de 2006 às 22:21
E que saudade que eu tenho dessa conversa... soube tão bem recordar agora um momento tão feliz da minha vida...

Aquele ...


De Paulo a 19 de Outubro de 2006 às 19:15
Ola mensageira.
Afinal a menina rendeu-se e em vez de ceder a pressões, até acabou por ir atras dele.
Espero que nao venha a sofrer uma desilusão, embora ele pareça ser uma pessoa demais sincera e de saber aquilo que quer.
Beijito e continuo a acompanhar o desenrolar desse DESTINO.
Paulo


De FlordeLis a 19 de Outubro de 2006 às 22:23
Isto é um conto Paulo...
Nem todo o conteudo é real...



De libertynus a 19 de Outubro de 2006 às 23:42
é dificil comentar quando não se sabe se estamos perante um enredo ou se dum dacto veridico..de qualquer forma gostei, apesar de não haver o sentido do pecado que tanto gosto..


De FlordeLis a 20 de Outubro de 2006 às 20:35
O conto ainda não acabou. Vamos esperar para ver...



De Ari a 20 de Outubro de 2006 às 21:25
um encontro com o desconhecido, sem duvida que faz subir a adrenalina.

Era exactamente o que me apetecia neste momento...

Uma beijoka


De FlordeLis a 20 de Outubro de 2006 às 22:02
A vida não espera pela nossa disponibilidade para viver, portanto não deixes escapar as oportunidades que te surgirem durante a vida...





De Alexandre Abralas a 20 de Outubro de 2006 às 21:42
Olá, a minha curiosidade levou-me a ver o que se faz por aki e gostei de todo este mistério, de todo este enredo sensual! A vida é um misto de realidade e ficção, espero k este conto acabe bem... Obrigado pela tua visita ao meu blog. Beijinhos. Bom fim de semana!


De FlordeLis a 20 de Outubro de 2006 às 22:03
Espero que ambos consigamos ter o descanso merecido...



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