Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Contos III

Ele seria o primeiro.

Não parava de pensar nisto, com medo de a magoar, de se expandir como faria com qualquer outra mulher. Os seus dedos exploravam cada centímetro do corpo dela, inocente e ainda tenso, que se ia agora enfraquecendo aos poucos à reacção daqueles toques subtis que ele lhe proporcionava meticulosamente, sabendo bem as sensações que lhe provocava.

Ela mergulhava na sua boca, e sentia-se ousada por descobrir aquele sabor tão doce vindo dele, e ao mesmo tempo se revelava firme e decidida, tentando se abstrair de tudo o resto, deixando de recear, entregando-se ainda que a medo aquele homem que parecia saber muito bem o que fazia.

Como pequenos gestos podia-lhe provocar sensações que lhe atravessavam o corpo em instantes que se repetiam e que a faziam contorcer, ir de encontro ao seu corpo quente que se mostrava decidido a possui-la, mas com calma.

Essa calma que a estava a matar, mas que a faziam amolecer, pensava ele, e que a faziam perder o medo, entregar-se as novas sensações que surgiam a cada instante que a arrebatava, e que a surpreendiam.

Os seus seios correspondiam a cada toque, cabendo em suas mãos e a cada toque de lábios, rendia-se a uma sensação nova que lhe aflorava na pele.

Olhava para ele agora e via as suas expressões enquanto ele beijava as suas ancas e percorria todo o seu intimo com carícias circulares, carícias que a faziam estremecer de deleite, e de choque, mas que não demonstravam urgência em a possuir, deixando que ela sentisse tudo o que ele tinha para lhe proporcionar.

Louco de desejo à muito reprimido, pelo seu odor, pela pele macia que sentia a cada toque, provou-a deleitando-se com o seu sabor a mel e a jasmim.

Ela soltou um gemido profundo, seguido de espasmos que percorriam o seu corpo apenas por instinto puro, pelo prazer que a cobria, pelo deleite de sensações que afloravam-lhe na pele.

Olhou para aquele rosto que aos seus olhos era perfeito, parecia quase um anjo, se é que ele alguma vez tinha visto algum, mas mesmo assim imaginava que seria parecido com o dela. Ela afogou-se nos seus braços e conseguiu sentir ainda a reacção do corpo dela aquela desconhecida sensação.

Sentiu-se feliz. Por ela.

 

 

Categorias:

Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias
4 comentários:
De Secreta a 13 de Dezembro de 2007 às 19:17
Um conto envolvente , onde se sente toda a magia da entrega.
Beijito.
Boas festas.


De Arte de Amar a 14 de Dezembro de 2007 às 13:40
Ohhhh tão lindo o teu conto ;)


De dreedlino a 14 de Dezembro de 2007 às 20:08
Por casualidade acabei neste blog e o que vi e li faz deste espaço um mundo de sensualidade e frescura .
Parabéns pelo blog e ate um dia quem sabe.
Abraço do Rui


De PuroAmor100Fim a 15 de Dezembro de 2007 às 22:10
Excelente!!!

Adorei o teu conto..


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