Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007

Adeus

Vi-te partir.

Não havia mais promessas

Para anunciar

Nem memorias

A evocar.

Nem emoções

Para dividir.

Não havia mais historias

Para reviver

Nem lágrimas

Para chorar.

Simplesmente

Deixei-te ir…

 

Vi-te fugir

De um momento

Para o outro.

De uma emoção

Que não soubeste

Gerir!

Olhei para trás.

Num simples instante

Partis-te.

Deixei-te ir…

 

Engoli em seco

Os sentidos.

Bebi da mágoa que ficou.

O coração não chorou.

Agora, é chegado o dia

Deixei simplesmente de fugir.

De ti.

Do passado que restou.

Categorias:

Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias
13 comentários:
De Secreta a 15 de Outubro de 2007 às 09:35
Um Adeus por vezes necessário, por muito que nos possa custar admitir ...
Beijito.


De Gollum a 15 de Outubro de 2007 às 11:18
Um adeus tem sempre coisas positivas...mesmo que doa....


De Cris a 15 de Outubro de 2007 às 12:24
Eu cá acho que um adeus é sempre penoso e doloroso, mesmo que necessário ou inevitável.
Já tive que dizer alguns ao longo dos anos, bem como também já mos disseram e sofri imenso com isso.
Adeus tem o sentido de final, que acabou para sempre, como quando se morre e isso a mim, pessoalmente, deixa-me desfeita... Opinião minha, claro.
Bjs
Cris


De sonho real a 15 de Outubro de 2007 às 13:06
com um poema desses deixas fugir quem tu queres,e nada fazes para o impedir....... talvez saibas q ele n foge,so tu o saberas........ :}


De ZePedro a 15 de Outubro de 2007 às 15:51
Adeus
Fuga
Coisas que aqui estão juntas
mas que eu sinto distantes
Falas na fuga como um partir
A fuga é um afastar cobarde
Um desligar sem que se consiga explicar o porque
E nós nunca deixamos fugir
Porque quem o quer fazer parte quando deseja
Quando a fuga existe podemos várias coisas fazer
Lutar
Agarrar
Ou deixar
e aí sim dizemos Adeus
mas deixa de ser fuga
E passa a ser a nossa decisão
E sendo nossa não pode doer
Porque fazemos com uma intenção
A intenção de escolhermos o que melhor desejamos para nós


De talvez um dia a 15 de Outubro de 2007 às 23:07
Parei por cá como tantas outras vezes e escrevi, apaguei e escrevi, apaguei e escrevi... tentei explicar a mim mesmo aquilo que nem eu mesmo entendo quanto mais da-lo a conhecer a outros... dias que passam, momentos que marcam, pessoas que nos mudam de uma forma tal que nunca mais seremos os mesmos...
mas estaremos preparados para receber tambem aquilo que tão prontamente temos na mão estendida a quem por Nós passa? Conheceremos forma de guardar aquele ar fresco da manhã, sem ser por uma simples recordação? Marcas que nos deixam, são virgulas numa página em que reflectimos na nossa vida como se de um filme se tratasse... Reflectir, pensar, morrer um pouco no presente para respirar, deixar entrar a tal brisa e saber se queremos continuar... Continuar na ignorância que sendo santa, tanto nos protege contra os ardis de uma sabedoria que provem dos erros que vivemos e nos tornam esse mesmo alguem, que tambem alguem conhece... entendes? Tambem não, ou talvez não queira entender, querer ficar na ignorância de que à pouco falava... Medo? Receio? Não, pelo contrario... ter coragem de admitir de que talvez não fosse capaz de atravessar a margem, porque sei que não teria pé... fugir? Não! Saber que por vezes caminhar sozinho, faz com que continue a ser aquilo que sou, esse tal alguem que alguem conhece assim, desta forma e que vive na ilusão mesmo sabendo que isso nunca levará a lado nenhum... um risco? Um até já? eu simplesmente diria... talvez...
talvez um dia...


De baraujo a 16 de Outubro de 2007 às 13:59
as pessoas vão e vêm... mas por vezes deixam marcas que recordamos e guardamos... umas tentamos tudo para eskecer, outrar teimamos em recordar para a eternidade...

algo nestas tuas palavras q me fez recordar...
um beijo

PS: pensavas q n te visitava?


De João a 16 de Outubro de 2007 às 16:41
O adeus é doloroso mas por vezes a única porta de saída. A vida prega partidas quando menos se espera! É mesmo assim, a vida...
Belo poema. Bjs


De luafeiticeira a 17 de Outubro de 2007 às 01:00
Olá! Preifiro sempre "olá" a "adeus". Sorry
beijos


De FlordeLis a 17 de Outubro de 2007 às 11:50
Concordo em pleno contigo Lua, mas às vezes por mais que doa, há despedidas que se tornam num mal necessario...



De sónia a 17 de Outubro de 2007 às 15:47
uma despedida triste, mas muito bela!

beijinhos


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