Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

Vagueando...

A noite estava clara.

O céu constelado acompanhava-me à medida que conduzia alucinada pela estrada deserta que se alongava à minha frente serpenteando pelos campos desertos que a circundavam. Queria fugir, para um sítio bem distante dali. Apenas pelo desejo, nenhum motivo em particular. Adorava sentir a liberdade de movimentos, saber que sempre que quisesse podia-me dar ao prazer destas loucuras a qualquer hora. Talvez por isso nunca me tivesse prendido a ninguém verdadeiramente.

Sempre gostei de me sentir livre, sem amarras de espécie alguma, vida de casada nunca foi o meu forte. Chamem-lhe egoísmo, o que quiserem, mas no fundo é o que sentia, e por mais que gostasse de cessar essa tendência, não estava em mim, não faz parte da minha natureza humana. Sempre gostei de ser eu a gerir os meus movimentos, as minhas vontades.

Nunca gostei de demonstrar que estava apaixonada, o facto de me sentir vulnerável, deixava-me pouco à vontade, e com receio que viesse a sofrer, como já tinha acontecido anteriormente…

Os pequenos focos de luz que iluminavam miseravelmente aquele caminho desapareciam rapidamente, mal conseguia ver a paisagem que passava por mim, apenas a escuridão permanecia. Aquelas estradas mal iluminadas em campos áridos apenas indicavam um caminho já pré concebido por alguém e seguia, seguia com vontade de chegar a esse fim, de encontrar o lugar que procurava….

Apesar de ter saído sem destino, sabia perfeitamente qual seria o ponto de chegada. Um destino reprovado, uma vontade sem intenção, um rumo ao acaso. A música acompanhava-me nesta cruzada, a estação de rádio fazia passar melodias calmas e serenas aquela hora, como habitualmente. Não se via vivalma mesmo quando passava por pequenas localidades, pelo tardar da hora. Sentia-me impelida a seguir, a virar aqui e ali, o caminho estava já pré destinado, apesar de eu mesma não querer admitir.

Ao fim de algumas horas, por fim, parei e observei o cenário que se deparava á minha frente. Um portão gradeado e imponente permanecia imóvel mesmo ali em frente à espera que alguém se lembrasse de o fazer abrir. Por trás dele estendia-se uma quinta imensa com uma casa bem lá no fundo que fazia lembrar pela sua arquitectura, uma casa senhorial. Toda aquela área ampla e bem tratada dava a entender que teria muita gente a trabalhar para que tudo permanecesse imunizado. Nada estava colocado ao acaso, as esculturas estendidas pelo jardim com sebes bem tratadas, a estrada empedernida, os candeeiros que aclaravam o caminho, tudo estava cuidadosamente conservado, sem deixar nada ao acaso.

Respirei fundo, olhei para o espelho, retoquei a maquilhagem, sorri, e fiz aquele olhar sedutor…

Anunciei-me.

O portão abriu-se quase de seguida e encaminhei-me até aquela mansão imensa….

Imaginei como é que te sentirias ali numa casa tão grande.

E perguntam vocês…

De quem se trata?

(Noutro capitulo saberão….)

Categorias:

Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias
3 comentários:
De baraujo a 14 de Fevereiro de 2007 às 16:01
eu n pergunto! :P é uma maneira de ver a vida... contudo n partilho essa visao...
mas fico a agurdar pelos proximos episodios..
jinho


De FM a 14 de Fevereiro de 2007 às 21:25
sem dúvida alguém que te sou levar até àquela casa...
BJ

FM


De Paulo a 16 de Fevereiro de 2007 às 14:50
OI.
Pelas dimensões da casa não era a minha...
Fico a espera de ver de quem é....
Beijito


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