Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

" Quero-te. "

Voltei a desejar violentamente aquele homem depois de tanto tempo.

Falamos sobre o que nos tinha acontecido, durante aquela ausência, contamos novidades, soltamos algumas gargalhadas, a conversa ocorreu alegremente mas um ritmo lento, como se fizéssemos para que aquele diálogo não acabasse prematuramente. Parecia que queríamos que aquele instante durasse eternamente. Enquanto falávamos lembrava-me de conversas no passado, pela noite dentro às tantas da madrugada, era exactamente o mesmo homem que estava ali comigo ao telefone, agora.

Huuuuummmm…

Sabia tão bem ouvir aquela voz, apesar de o teor da nossa conversa não ser erótico como era das outras vezes, mas ouvia a sua voz, e ao mesmo tempo sonhava. Queria tanto que me desejasse ali, naquele instante e me dissesse como já me tinha dito tantas vezes, apesar de prestar atenção e responder-te às perguntas que me fazias. Mas não tive coragem de te revelar este desejo. Guardei para mim, este impulso, tentei concentrar-me no nosso diálogo mas a minha imaginação já se tinha distanciado daquela conversa banal que estávamos a ter.

Ao mesmo tempo que falávamos animadamente, tocava-me como se do seu toque se tratasse, sentia as suas mãos no meu corpo, sem nunca as ter sentido, também lhe queria tocar, sem nunca o ter tocado, desejei tanto que as palavras dele fossem outras, mas não, nem um sinal de uma ligeira saudade, nem tocamos nessas conversas como seria de esperar, nada. Apenas parecia que não querias terminar o nosso diálogo, e eu desejava o mesmo…

O meu coração disparou, senti que voltaria a ter as conversas pela noite dentro novamente, se ele quisesse também.

Fiquei amargamente desiludida quando nos despedimos.

Fiquei com a sensação que algo tinha mudado nele, que já não se sentiria à vontade para voltarmos a ter essas experiências, talvez devido ao tempo que nos afastou, ou a algo que talvez tivesse mudado na sua vida, fiquei sem ter certezas de nada. Talvez tivesse achado que não estaria interessada em voltar a ter essas experiências, sei lá. Algumas perguntas ficaram por responder. Mas se ele pensasse assim, porque o telefonema? Saudades de me ouvir? Qual ou quais seriam as intenções dele com aquele telefonema depois de tanto tempo…? Porque é que não tocou no assunto? Estas seriam apenas algumas das perguntas que gostaria de ver respondidas, e nem sei como me segurei durante a nossa conversa, mas o tempo tinha-me ensinado a saber esperar, a escolher a altura certa para conseguir o que queria, e já não era aquela menina que desejava ter as respostas na hora, causando por vezes algum desconforto nas pessoas, quando quase exigia uma resposta. Não, agora já não agia assim, a minha experiência tinha-me ensinado que não se deve pressionar alguém a responder, pois nem sempre nessas alturas as respostas dadas eram as que nós desejávamos ouvir. Apesar disso, fiquei com a certeza que aquele telefonema tinha tido algum propósito, algum intuito, apenas ainda estava guardado nos segredos dos deuses…

Ouvi uma mensagem a entrar. O meu coração sobressaltou. Li-a, vezes sem conta, como para ter a certeza do que tinha lido.

“Quero ter-te de novo nos braços, sentir o teu corpo, o teu gosto. Quero-te Leonor.”

Um arrepio percorreu-me todo o corpo ao ler isto.

Naquele momento desejei-te ardentemente ali, bem perto, mesmo sem te conhecer…

 

Categorias:

Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias
27 comentários:
De apenasMadalena a 16 de Novembro de 2006 às 08:40
Olha tu ñ te zanges cmg please...mas começo a pensar seriamente se ñ seremos irmãs gémeas, que viveram experiências idênticas!!!
É que cada vez que escreves algo eu identifico-me tanto mas tanto com isso!
Desculpa lá, mas há aqui qualquer coisa que não bate certo! Ehehehehe
Uiiiii q medooooooooo
Bjokas na "mana" emprestada
Madalena


De FlordeLis a 16 de Novembro de 2006 às 08:48
Eu, zangar-me...? por causa do que disseste, nunca.
Era pior se me dissesses que tinha encarnado a tua pessoa ainda nesta vida! :)
Estou a ver que também tens algumas histórias para contar e que não divulgaste aqui à mana emprestada!
Se um dia te apetecer contar alguma historia tua, fica aqui o mail...
leonorocha@sapo.pt



De nevoeiro_vagabundo a 16 de Novembro de 2006 às 13:49
e assim deixas me cativado com as tuas historias...
beijo vagabundo


De FlordeLis a 16 de Novembro de 2006 às 14:27
Assim espero, e assim gostaria que fosse sempre. Ja viste o meu comentário no teu blog? que achas do desafio pequenino que te deixei lá... ? hum?



De melinha a 16 de Novembro de 2006 às 09:39
ja ha mt q nao visitava este blog...k eu axo excelente! ja vi k tem algumas mudanças desde q ca n venho e posso dzr k gosto bastante mais deste novo ar k lhe deste! nao li o post mas vim pa te deixar um desafio ve no meu blog
bjs dps leio e comento


De FlordeLis a 16 de Novembro de 2006 às 14:24
Aceite, segundo as condiçoes que descrevi no teu blog...
Espero entao que visites este cantinho mais vezes...



De Vera a 16 de Novembro de 2006 às 11:33
Os teus desvaneios e histórias estão cada vez melhores.
Um beijo grande!


De FlordeLis a 16 de Novembro de 2006 às 14:11
Ainda à muito mais...
Já á muito tempo que não te via aqui Vera... Agradeço a tua visita,humildemente...




De Fernando a 16 de Novembro de 2006 às 13:03
Ora, e mais uma vez, para algo completamente diferente, gostaria de atentar na frase "Voltei a desejar VIOLENTAMENTE aquele homem". Parece-me bem, parece-me que isto nos vai levar para os caminhos obscuros do sado-masoquismo e das sevícias sexuais. Depois da desilusão de, em posts anteriores, não ter havido orgia de sangue e sexo, parece que estamos a tomar o rumo à coisa. Ou isso, ou então estou redondamente enganado...


De FM a 16 de Novembro de 2006 às 13:14
eu ía mais pelo redondamente....

FM


De FlordeLis a 16 de Novembro de 2006 às 14:09
Sado-masoquismo e serviçias sexuais??? nem sei o que isso é....

ahahahahahaha....



De FM a 16 de Novembro de 2006 às 13:14
Quem espera sempre alcança...
BJ

FM


De FlordeLis a 16 de Novembro de 2006 às 14:07
Sim, e a pressa é a GRANDE INIMIGA da perfeição, segundo sempre ouvi dizer... e confirmo, seguramente.



De Fernando a 16 de Novembro de 2006 às 21:10
É... E cão que ladra alumia duas vezes. Pois...


De FlordeLis a 16 de Novembro de 2006 às 22:41
E àgua mole em pedra dura....



De Paulo a 16 de Novembro de 2006 às 21:33
Avizinha-se mais um final escaldante
hehehehehe
beijito


De FlordeLis a 16 de Novembro de 2006 às 22:43
Talvez o final seja realmente triste... ou não o esperado.



De devaneiosmeus a 17 de Novembro de 2006 às 14:54
como sempre fico presa na tua forma de escrever de transmitir emoções, senti arrepios ao lembrar o que uma voz nos pode fazer sentir...
Bjinhos
Ana

(se puderes e quiseres passa pelo meu cantinho)


De FlordeLis a 17 de Novembro de 2006 às 18:56
Talvez os arrepios sejam mesmo reais, no próximo capítulo...
Vou tentar, vou tenta com que assim seja.
Passarei concerteza no teu blog, ainda nao meti o teu link aqui, vou tentar mete-lo, mesmo para nao me esquecer. Faço questão de lá passar e deixa as minhas palavras...


De baraujo a 17 de Novembro de 2006 às 17:04
bem... caí de paraquedas aki... e fiquei surpreendido pela maneira como escreves, como te lanças a descrever as sensações...comecei a ver as tuas palavras em imagens... adorei! adorei mmo.. jinhos


De FlordeLis a 17 de Novembro de 2006 às 18:59
Olá, pois podes cair quando quiseres, serás sempre bem vindo... nao te garanto é que haja sempre algo fofo para te aparar, mas.... posso tentar ! :)
Ainda bem que gostaste, é bom saber...
Espero cá ver-te mais vezes, se possível...



De melinha a 17 de Novembro de 2006 às 19:31
tds nos temos e teremos sempre alguem q vamos desejar eternamente.
gostei imenso
bjinhos


De FlordeLis a 17 de Novembro de 2006 às 19:45
Neste caso não se trata da pessoa, mas do acto em si que me deixou saudade... de voltar a repetir!!

ahahahahahah....



De Sergio Alex a 18 de Novembro de 2006 às 13:51
Acho que o teu nick podia ser "A Sedutora".
eheh!


De FlordeLis a 18 de Novembro de 2006 às 14:07
Sérgio...
Não será bem assim, e vou-te explicar porque.
Estes textos não teem como objectivo seduzir ninguém, apenas relatar factos reais, na sua maioria, que normalmente acontecem, mas que no geral, se tem vergonha de contar, devido a valores morais, impostos pela sociedade, pelos quais não me identifico.
Estes textos são fruto dessa minha rebeldia...
(gostei de te ver por cá...)



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