Sábado, 14 de Abril de 2007

Cartas de Amor...

 

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Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias | Devaneios (7)
Quarta-feira, 22 de Novembro de 2006

Laço Cor-de-Rosa Choque

Laço Cor-de-rosa Choque

Desprendo o laço da saudade que preservo, amarfanhada num recolhido ponto de uma gaveta envelhecida, permanecem ali as recordações que abrigo da minha adolescência inquieta e que me faziam sofrer, capaz de converter o mundo apenas com a vontade de avançar e lutar por um ideal, uma crença, uma finalidade.

Protejo as nossas missivas de amor, relíquias envelhecidas pelo tempo, do desgaste de uma inocência perdida, que se reflecte na minha imagem, mas já atenuada, gasta, e já esquecida num espelho velho, abandonado no meu quarto. Cada linha que decifro, traz a juventude enredada em lágrimas de sangue, carregadas pela esperança de um dia ser tua. Para Sempre. Para sempre não! Desculpa. Não foi nem será nada para sempre, apenas a morte separa as almas, que as junta, novamente, sem a nossa autorização, sem pedirmos. Cada vocábulo um sentimento acrescido, um doce lamento, uma esperança, um devaneio! Cada interrogação, uma incógnita, uma incerteza, uma insegurança! Cada ponto final, uma afirmação, uma dúvida posta de lado. Um retrato faz-me refrescar um momento na vida que não mais voltará, atribui uma nostalgia, assim como trás a saudade de voltar a rabiscar as promessas que li nesses amontoados papeis que se desarranjam entre si, apenas não sei porque, sei que não voltarei a redigir assim. Algo se perdeu no meio do nada, de sentenças ditas sem pensar, de sonhos, de frustrações, de bloqueios sentimentais, de paixões perfeitas que nunca deveriam acabar sem serem plenamente vividas. Assim como se perderam ilusões, entre noites mal dormidas, entre sofrimentos desbotados nas linhas mal definidas da existência, perdeu-se a ternura inocente, as aventuras começadas, a esperança de um dia voltar a ser menina. Sim, essa ternura que não voltará jamais.

Tento escrever novamente algo semelhante, mas as madrastas confianças, os pontapés dados um após outro não me deixam prosseguir nesta encruzilhada, não mais consigo atingir o auge da idade em que transbordava alegria por onde passava, que contagiava quem comigo falava, que alagava cada coração que comigo se cruzava.

Apenas a memória ainda não me atraiçoou, essa continua intacta, assim como a minha vida que continua entrelaçada naquele frágil laço cor-de-rosa choque.

 

 

(Desafio de Guilherme, “Coisas da Gaveta”)

 

 

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