Segunda-feira, 9 de Maio de 2011

Conto XXXIII Parte

O vinho não era de todo um dos meus favoritos, e ao contrário do que é costume falando da reacção que o vinho costuma provocar, parecia estar a fazer mais efeito em ti do que em mim, pois sentia-te mais solto. Estava a ser engraçado ver um Pedro diferente, mais animado, mais alegre, mais vivo.

Pela primeira vez estávamos em sintonia, e a vontade de darmos asas ao desejo, revelava-se a cada toque, a cada gesto nosso. Sentia-te entregue de alma e coração, coisa que nunca tinha sentido até hoje, e isso fez-me sentir vencedora, apesar de à umas horas atrás ter pensado em desistir de uma relação que parecia condenada a não dar certo.

Já meio vestidos, meio despidos saboreava o teu gosto, olhava para ti e sentia-te entregue à medida que os teus gemidos revelavam todo o esplendor daquele momento, toda a tua entrega, toda a tua excitação, fazendo-me pensar naquele momento porque foi que demoraste tanto tempo a perceber que de nada vale a pena negar o que sentimos, quando o sentimos na realidade, e para mais quando todos os teus actos revelavam tudo isso, apenas as tuas memórias teimavam em manterem-se presas a um passado que estava resolvido e que não havia volta a dar. Só estavas a adiar aquilo pelo qual ambos estávamos agora completamente entregues e rendidos de tal forma que era o desejo já á tanto tempo reprimido por ti e que em mim me provocava ainda mais a vontade de te ter. Queria-te mais, muito mais, dentro de mim, para mim, hoje e por muito tempo. A noite foi longa, mais longa do que poderia ter previsto quando tinha chegado a casa, mas nada disso importava naquela altura.

- Será que amanha te vais lembrar do que me disseste esta noite? – pergunteiarrisquei piscando o olho.

- Podes ficar descansada – disseste tu – sei bem o que disse, não estou assim tão embriagado. Queres que te prove?

Um sorriso malandro de orelha a orelha saiu da cara de Pedro, deixando-me sem qualquer sombra de dúvida do que se estava ali a passar.

Daqui a algumas horas, estaria a seu lado no avião. Iria aproveitar ao máximo, independentemente do que o futuro nos poderia a vir a reservar.

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Escrito por FlordeLis às 17:20
| Vossas memórias
2 comentários:
De sonia garcia a 9 de Maio de 2011 às 19:20
cm adoro o teu jogo d palavras :)


De FlordeLis a 9 de Maio de 2011 às 22:54
Obrigada Sónia, é sempre bom ter o feed-back de quem nos lê... :)


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