Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011

Conto XXV Parte

O dia estava ameno e a brisa que soprava na praia roçava-me o rosto, sentei-me numa das cadeiras da esplanada e fechei os olhos, virada para o mar, parecia mais um dia de Primavera, os meus preferidos, do que um dia de Verão. O calor em demasia sempre me incomodou, e o dia estava perfeito a meu ver, o calor na medida certa, o céu perfeitamente limpo e a brisa que refrescava ligeiramente.

Estava a atrasar o meu telefonema para o avisar que tinha chegado, algo me dizia que a conversa não seria agradável ou que alguma coisa se iria passar que nos iria afastar, era essa a ideia com que tinha ficado e isso não me saía da cabeça. Mas não podia adiar mais, até porque quanto mais depressa ficasse a saber, mais depressa se resolveria, não sabia era bem o que, independentemente de ser bom ou mau. Raramente o meu sexto sentido me traía, não me parecia que fosse algo bom, e duvido que me traísse desta vez.

Liguei. Voltei a sentir-lhe a estranheza na voz, diria mesmo até uma espécie de conformismo. Comecei a sentir o coração apertado, o sentimento de perda, o medo a surgir sem ainda saber o porquê. As minhas pernas já tremiam e o nervosismo apoderou-se totalmente do meu corpo. Pedro estaria ali dentro de poucos minutos, era só o tempo de chegar pois pelo que me disse já estaria a caminho, e eu não sabia se iria conseguir disfarçar o que estava a sentir naquele momento. Era demasiado mau, e disfarçar o que sentia não fazia parte da minha maneira de estar, e sabia perfeitamente que não iria faze-lo pois dificilmente o iria conseguir e por isso mesmo nem valeria a pena tentar.

Tentei apenas por momentos afastar aqueles pensamentos da cabeça, talvez assim conseguisse ter um ar menos preocupado, enquanto apreciava as crianças a brincar na praia, os mergulhos e um casal de namorados que parecia bastante animado em brincadeiras típicas de quem esta apaixonado, sem problemas em viver o que sentem.

Algo que até agora não tinha conseguido ter com Pedro, e pelo que o meu instinto me dizia, talvez nunca chegasse a acontecer.

 


Escrito por FlordeLis às 00:00
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