Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Conto XXIV Parte

Passamos mais um dia agradável juntos.

Desta vez longe da praia, longe do ambiente a que ele estava acostumado, e eu adorei mostrar-lhe os sítios que para mim eram especiais. Quando estava com ele o tempo passava a correr, mas havia coisas que me deixavam intrigada em relação à vida que ele levava, mas tinha preferido guardar para mim, sem me revelar demasiado curiosa. Era a primeira vez que o via a conduzir, nem sequer tinha percebido que tinha um meio de transporte antes daquele dia. Não trabalhava, ou melhor, pescava quando lhe apetecia, e como ele próprio dizia, não era para seu sustento.

Já tinha percebido que ele tinha algum tipo de negócio em Inglaterra, mas nunca aprofundamos muito esse assunto.

Preferi nunca lhe invadir o espaço e ele por sua vez fazia o mesmo, não se pronunciando e não fazendo perguntas sobre o meu passado. Estávamos a apreciar aqueles momentos juntos, vivendo apenas o presente, sem reviver histórias ou a prever futuros. Os planos que eu tinha feito para as férias adiei-os, talvez um dia fizesse a viagem que tinha programado, com ele, se se chegasse a proporcionar.

Tudo parecia perfeito. Perfeito demais para ser real.

Tão perfeito que no dia seguinte, quando ouvi a voz dele do outro lado da linha, algo me pareceu diferente, quase estranho. Parecia distante, apesar de o conhecer há pouco tempo não me passou despercebida essa distância, e não sabendo explicar porque, deixou-me apreensiva aquela voz que de repente passou de agradável, franca para apreensiva, cautelosa.

Combinou-se um lanche na esplanada à beira da praia que estávamos acostumados a frequentar, uma esplanada simpática toda construída em madeira, inclusive o bar, um pouco distante da confusão da praia principal. Queria falar comigo algo, segundo me transmitiu importante, e naquele preciso instante que desligamos a chamada, o chão pareceu-me fugir dos pés, a pouca segurança que tinha deixou de existir, para ser substituída pelo medo de o perder. De alguma forma pelo menos.

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Escrito por FlordeLis às 13:07
| Vossas memórias
1 comentário:
De misteres enzo a 19 de Fevereiro de 2011 às 17:21
o vício do facebook faz-me escrever apenas para clicar em "like" no texto !


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