Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Conto XXIII Parte

Na manhã seguinte, o sol irradiava pela janela do meu quarto.

Acordei cedo com os seus raios a ferirem-me a vista e a primeira coisa que me veio à memória foi a noite anterior, e no conjunto de emoções que tinha sentido, que já não estava habituada, afinal não tinha ninguém já há algum tempo visto que ninguém me despertava interesse nos últimos tempos. Não que não gostasse de namoriscar e ter um envolvimento ou outro de vez em quando, mas nada que me fizesse sentir por muito tempo alguma coisa. Tinha conhecido algumas pessoas desde que me tinha separado, mas ninguém que se mostrasse interessante aos meus olhos, ou até que me motivasse de alguma forma. Sexo não era problema, mas sinceramente, nem por isso me sentia movida, queria mais, algo que me fizesse sentir, que me fizesse sentir única.

Sobressaltei-me com a chegada de uma mensagem.

“ Bom dia. Pequeno-almoço? “

Pisquei os olhos várias vezes, para tentar perceber se não estaria a sonhar. Não estava a perceber qual era a sua intenção.

- Estou? Bom dia… - disse.

- Olá! Acordei-te?

- Não. Tinha acordado há instantes.

- E então, aceitas a minha proposta?

- Mas onde? Ainda estou deitada…

- Então, pode ser mesmo aí.

- Aqui?

- Sim, estou a chegar.

- A chegar onde?

- Pois, isso terás que ser tu a dizer-me. – Disseste meio a sorrir, a tua expressão era evidente deste lado e eu cada vez estava mais confusa.

- Estas a caminho… daqui?

- Sim! Só tens que me dizer onde é!

Fiquei a pensar que estaria mesmo a sonhar, quando desliguei o telefone. Não tive muito tempo para reflectir, pois segundo as indicações que lhe tinha dado, mais ou menos dez minutos era o tempo que demoraria até ouvir a campainha e ver um sorriso enorme assim que abri a porta.

- Olá, bom dia!

Estavas com um olhar radiante, parecia que estavas acordado a horas e eu ainda meio a dormir, mal tinha tido tempo para lavar a cara, vestir-me e dar um jeito ao cabelo.

Trazias um cesto cheio de coisas apetitosas que me fez soltar uma gargalhada.

- Mas afinal isso tudo é para o pequeno – almoço ou para uma semana inteira!?

- É para agora, vá indica-me onde é a cozinha!

Estavas a ser uma caixinha de surpresas e eu estava a adorar, mais do que devia, mais do que queria. E a cada dia que passava eu estava cada vez mais surpresa com a sua mudança de atitude, com a sua vontade de estares por perto, já não parecia em nada o homem que tinha conhecido e eu estava a adorar aquela mudança.

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Escrito por FlordeLis às 16:26
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