Domingo, 10 de Outubro de 2010

Conto (IV Parte)

Este episodio é a continuaçao daqui.

 

Sentei-me numa das dunas que circundavam aquele local na esperança de ver algum movimento, mas nada, tudo parecia ter sido entregue à sua sorte, e pensei que realmente quem lá vivia não tinha medo de locais isolados. Talvez o que mais quisesse evitar, era exactamente isso, o contacto com seres humanos.

Enquanto ali permaneci, observava aquele cenário. Seria um local deserto de noite, visto não haver qualquer animação como um café, ou um bar ou ate um parque de campismo por perto, para não dizer perigoso, para uma família viver assim ali sem qualquer vizinhança por perto.

Uma gaivota com o seu grito estridente chamou a minha atenção. Parou ali bem perto do sítio onde me encontrava, e desejei quase ser como ela, livre para voar ao sabor do vento, em que a única coisa que teria que me preocupar era em arranjar comida para subsistir.

Levantou voo, segui-a com o olhar ate a perder de vista. Na direcção em que o meu olhar se perdeu, avistei uma pequena embarcação. Vinha em direcção à costa e pelo seu rumo parecia que ia ancorar ali perto. Parecia um barco de pescadores, de madeira simples, tipo uma traineira, mas já marcada pelo tempo e pelas lides do mar. Aproximava-se da praia vagarosamente sem parecer ter pressa de chegar, e à medida que se ia encurtando a distância em relação à praia, dava para ver que apenas se via um vulto na embarcação, vulto esse que parecia atarefado.

Começou a sentir-se um vento vindo do Norte, típico daquela zona, que apareceu sem aviso e que normalmente não trazia bom presságio sendo sinal de mudanças na temperatura, em que nada agradaria os banhistas que se preparavam para passar aquele dia na praia. Quem não parecia muito preocupado, era o residente do barco, que com agilidade o ancorou junto a um pequeno cais que sobressaía da enseada onde acabava a praia. Com ligeireza, encostou o barco ao cais e amarrou as cordas. Tirou do barco alguns tabuleiros que colocou em cima do cais.

O vento intensificou-se e não havia nenhum abrigo por perto sem ser aquela casa que estava ali ao meu alcance.


Escrito por FlordeLis às 23:01
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