Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Conto sem nome III

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Decidi dar um passeio pela praia.

Enquanto podia, sem esbarrar na multidão ou sem que as crianças viessem chocar em mim, a correr atrás de uma bola ou a fugir desconcertadamente dos amigos.

Ao fundo da costa, já numa zona mais estreita, onde se estendiam algumas dunas a perder de vista, numa plataforma de madeira extensa de cor cerejeira, avistei uma pequena habitação do mesmo material com aspecto cuidado, a madeira tinha sido recentemente polida, as portadas das janelas estavam abertas, e a principio quase parecia um café de praia, parecendo apenas um pouco deslocado da multidão que frequentava aquele areal.

Tinha um banco de jardim próximo da entrada, e agora mais perto podia certificar-me que afinal tratava-se de uma casa de habitação.

Algumas floreiras de jardim também em madeira decoravam aquela plataforma, colocadas estrategicamente. Havia uma rede bem na frente da casa segura entre o poste e uma fixação colocada numa das paredes da habitação.

Tinha um aspecto romântico todo o local, parecendo que a intenção de quem lá vivia seria exactamente esse, dar um aspecto convidativo e acolhedor. Agora, apesar de estar mais perto, continuava sem avistar ninguém. A porta estava entreaberta dando a entender que os donos não estariam longe. Denotava bom gosto nas flores que a enfeitavam e ao mesmo tempo alguma solidão no que a envolvia. As paredes estavam decoradas com uma âncora pintada de branco, e do outro lado estava um barco à vela numa prateleira quase disfarçada. Tinha uma vedação em madeira, esta mais grosseira, em relação à casa, mas mesmo assim via-se que tinha sido tratada ao longo do tempo.

Estava suficientemente longe de tudo o que se passava a centenas de metros mesmo ali ao lado, onde já se ouviam apenas as ondas a rebentar e as gaivotas que vagueavam por ali á procura de comida, e no entanto demasiado perto para que eu estivesse ali, a observar o que parecia ser uma paisagem num quadro exposto numa parede.


Escrito por FlordeLis às 00:00
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