Quinta-feira, 29 de Abril de 2010

A dois (2ª parte)

 

 

Ficámos assim, entregue aos nossos pensamentos enquanto nos acariciávamos ali no meio do nada e de tudo que aflorava na nossa mente. Inconscientemente conduziste-me  através do tempo.

No entanto estávamos agora ali. E tudo isso tinha ficado no passado. E assim era para ser mantido.

 

Pegaste-me na mão, levaste-me contigo.

Entramos no teu apartamento que recentemente tinhas adquirido ali bem perto, e que já me tinhas falado.

Assim que entramos, envolveste-me na fúria de um beijo, daquele beijo só nosso, daquele beijo que à muito sentia falta, enquanto quase te rasgava a camisa e me libertavas da roupa que te estava a afastar de mim.

Encostei-te à parede com a fúria da saudade de te sentir enquanto te desapertava o ultimo botão das calças, e nesse mesmo instante agarrei-te firmemente com uma impetuosidade desenfreada, desde o primeiro momento em que te vi daquele dia que tinha sido esse o meu desejo que preferi mater escondido.

Envolvi-te com os meus lábios, ajoelhada a tua frente e senti-te a crescer entre o meu desejo e o teu, entre a minha vontade de te engolir, e a maneira como te desejava ter-te assim, rendido à minha vontade desenfreada. Tinhas-me dito em tempos que ninguém te tinha transmitido aquele desejo que eu te mostrava em possuir-te daquela maneira, e que te surpreendia sempre. Olhava-te provocando-te ainda mais, e eu sabia disso.

Introduziste os teus dedos na minha humidade que me deste a provar e com alguns movimentos rápidos fizeste-me soltar um gemido à medida que os teus dedos entravam em mim, deixando-me quase que descontrolada.

 

- Vem-te para mim, agora !   Ordenaste tu.  

 

Credo. Só de te ouvir naquele tom, quase que tinhas naquele instante o que desejavas, enquanto soltavas mais algumas palavras que mal percebi.

Sentia tudo, abstraindo-me de ti, pensando agora apenas em mim, na tua língua, nos teus dedos que se mantinham ritmados, entre beijos e mordiscadelas, no desejo e na fúria de me teres assim, e que eu sabia que tanto gostavas e que eu teimava em controlar para sentir mais ainda por mais tempo.

Quase que conseguias mas agarrei-te o rosto e obriguei-te a olhares para mim, fixei os meus olhos nos teus por breves instantes.

 

[Nunca deixei de te desejar.]  Pensei.

 

- Fode-me.   Implorei-te.

 

Entraste em mim com estocadas fortes, profundas enquanto o teu olhar não deixava o meu, enquanto entrelaçava-mos as mãos e me prendias, e o desejo crescia no olhar de ambos. Ficaste descontrolado e eu gostava de te ter assim. Fora de ti. Como se tivesses o controlo nas tuas mãos.

A respiração tornou-se cada vez mais ofegante, os gemidos de ambos mais insistentes, o teu olhar desesperado mostrava o ponto em que estavas. Na fúria dos movimentos, fincaste os dedos em mim, e um orgasmo fez-nos murmurar palavras soltas sem sentido.

 

Ao fim de algum tempo, olhaste-me com aquele sorriso malicioso que eu tao bem conhecia.

 

- Gostas da casa?...

 

 


Escrito por FlordeLis às 18:48
| Vossas memórias
1 comentário:
De ZePedro a 30 de Abril de 2010 às 11:05
Como quase sempre a tua escrita provoca diversas sensações.
Neste caso começa pela de voyeur como se estivesse a assistir ao que se estava a passar de um modo étereo sem se estar presente.
Depois e como sempre vem a vontade de se sentir algo de semelhante.
E a seguir as memórias de algo que possa ter provocado sensações parecidas.
Continua, gosto de te ler
Beijos


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