Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

A dois.

 

 Observavas-me percorrendo cada milímetro dos meus gestos que me acendiam o corpo, ao sabor da melodia que provinha da esplanada ali perto, e que me fez abstrair, deflagrando em plenos gestos de provocação a cada passo meu e que iluminavam o teu olhar, quase que hipnotizado, em que apenas o teu campo de visão se movia. A tua expressão pedia mais. A minha vontade crescia enquanto que envolvida ao sabor da melodia tentava adivinhar o que te ocupava o pensamento.

Já há muito tempo que aguardávamos esta oportunidade de estarmos juntos, desde que nos reencontramos por acaso, o que apenas vinha aumentando mais o tormento, a nossa vontade. Mas não sabia se me apetecias já, ou se iria deixar-te de rastos aguardando por outra oportunidade, martirizando mais a demora. A espera. A expectativa.

- Vem cá.

Num abraço apertado por trás, seguraste-me firmemente pela cintura e delicadamente afastaste os meus cabelos enquanto sentia a tua respiração mais perto, mais alterada, dando lugar a um arrepio que me envolveu e me fez estremecer, a medida que trincavas a minha pele.

[Desejo-te], apeteceu-me dizer-te. Mas não, não me pronunciei e em vez disso em silêncio percorria-te o corpo ao sabor do meu toque sem sequer olhar para ti, na mesma posição que nos encontrávamos, eu de costas para ti, tu tendo o meu corpo entregue ao teu alcance. Abracei o teu sexo entre os meus dedos, e senti o despoletar da excitação que te sobressaltava por cima do tecido.

O teu toque sentia-me a pele, e estremeci. O teu perfume envolveu o meu espaço. Despoletavas em mim calafrios mais insistentes, mais penetrantes à medida que me acariciavas os seios e os provocavas agarrando ora suavemente ora mais firmemente ora um mamilo ora outro, ora ambos ao mesmo tempo. Não te tinhas esquecido de como me deverias tocar, provocando em mim, o desejo de te ter, de literalmente nos devorarmos até a exaustão. Aquela paisagem de fim de tarde, fazia-me embalar na nossa maré, ignorando quem por ali passava, apenas sentindo a brisa suave e fresca trespassando a minha pele. Ao teu odor. Ao teu desejo. E ao meu.

Passados 5 anos, ali estávamos novamente a desfrutar do que sempre nos uniu. A paixão. O desejo. A entrega.

E que nunca quisemos realmente esquecer.

 

(Continua…)


Escrito por FlordeLis às 12:11
| Vossas memórias
2 comentários:
De Paulo a 8 de Abril de 2010 às 12:46
aguardando continuaçao,.....
beijito, paulo


De ZePedro a 22 de Abril de 2010 às 11:41
As boas memórias nunca se apagam
E dão sempre vontade de se viver de novo
Como sempre descreves com a intensidade que sentes
Continua a sentir
E escreve se o desejares
Um beijo


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