Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Conto.Ou nao... 3ª parte

Os acontecimentos daquela noite tinham ficado a instigar-me por dentro.

Enquanto ia para casa, as imagens lá fora através do vidro sucediam-se vertiginosamente, sem lhes dar importância, recordava aquele momento vezes sem conta, em pormenor, e não conseguia afastar aquelas imagens da minha memória.

Não aguentaria confrontar-te naquele momento.

Como é que foste capaz?...

Honestidade não te teria feito mal nenhum.

Quando me dirigi novamente à mesa onde estava consegui passar mais uma vez despercebida e passados alguns minutos vi-te sair com ela de braço dado, como se nada se passasse. Não parecias nada incomodado, ate demasiado confiante, como se fosse a coisa mais natural do Mundo!

Consequentemente fez-me pensar então quem e que teria tocado a campainha, com tanta insistência, se não tinhas sido tu…

Enfim, não estava fácil aquela noite sem dúvida, alem de que a diversão tinha sido pouca no meio da surpresa e da desilusão, após a minha descoberta.

Um banho bem quente e relaxante vinha a calhar, sem dúvida, assim que chegasse a casa.

Uma noite bem dormida ainda mais, amanha teria mais um dia pela frente e não estava a conseguir pensar com alguma racionalidade.

Já no aroma dos sais que tinha espalhado na água quente, no borbulhar da água que não parava de correr, quase em perfeita sonolência, os pensamentos deram lugar agora a fantasias.

Mergulhava agora naquela sala novamente a dar de caras contigo e com a mulher que te acompanhava. Tu surpreso, sem reacção, não tardei em provocar-te com o olhar e com as minhas mãos que percorriam o teu corpo, alias ambos os corpos, o teu e o dela. Olhava para ambos alternadamente, tu não esperavas aquela atitude, eu não esperava aquela surpresa de vos encontrar ali, a outra, essa olhava-me com provocação.

Imaginava-te a mergulhares em mim, e a ela enquanto me beijava os seios, que chamavam por ela e pela língua que os seus lábios carnudos deixavam antever.

Tu parecias mais concentrado em penetrares as duas alternadamente enquanto me imaginavas a suga-la, aquela mulher que tu tão bem conhecias e que eu desconhecia a sua existência ate aquele dia.

Ela estava mais concentrada em mim, no gosto que eu teria, na vontade que tinha em me saborear e em saber que prazeres lhe proporcionaria.

A luxúria espalhou-se no ar através dos pensamentos de três pessoas que sem saberem partilhavam-se e que agora frente a frente não pareciam incomodadas com essas ideias e partilhas de experiencias, parecendo adivinhar quem e que teria cada pensamento que sobrevoava as nossas cabeças.

Pareceu-me ouvir um som de uma campainha.

Num restaurante? Hum… estranho.

Tocou novamente. Acordei do sonho que estava a ter.

Não, não estava no restaurante.

Era mesmo a minha campainha que estava a tocar.

 


Escrito por FlordeLis às 12:25
| Vossas memórias
1 comentário:
De ZePedro a 5 de Março de 2009 às 10:54
Passando sempre irregularmente sem muito tempo para comentar mas deixo aqui os meus continuados parabens pela forma que escreves que sempre me fascinou
Um beijo


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