Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Conto (6ª parte)

(finalmente saiu... desculpem a demora...)

 

À hora marcada já estava pronta.

Tinhas teimado em ir buscar-me a casa, talvez a espera que eu me arrependesse no último minuto. Soltei uma gargalhada na altura a adivinhar-te os pensamentos, mas não comentei. Suspirei conformada e sabia que não valia a pena estar a negar e encolhi os ombros.

Não estava muito inspirada mas lá me vesti com algum custo por abandonar o pijama, e pensar que teria que me separar dele. Nesse momento alguém tocou a porta.

Espreitei pelo óculo, era a Paula.

- Estas pronta?... Sorriu aliviada ao ver-me vestida.

- Sim, pudemos ir.

E lá fomos nós, eu distraída olhava pela janela, ela tagarelava sobre tudo e sobre nada, respondia-lhe com sorrisos ocasionais e acenava com a cabeça. Ocasionalmente olhava para ela, estava bonita nessa noite, parecia emanar um brilho, um brilho que nunca lhe tinha visto estampado, ou talvez nunca tivesse prestado grande atenção…

Chegamos finalmente, ao fim de algum tempo de procurarmos um lugar para estacionar.

A noite estava quente, e prometia ser animada, e já lá dentro, havia uma mistura de risos, musica, cheiros e emoções. Pessoas, muitas pessoas que se balanceavam ao som da música um tanto ou quanto alta para o espaço em questão, mas apenas eu parecia me importar com isso.

Encaminhamo-nos para uma mesa onde já se encontravam algumas pessoas maioritariamente homens, homens que me foram apresentados, o Joaquim, o César, o Eduardo e ainda a Sofia.

Sentia-me perfeitamente desenquadrada na conversa ocasional, no assunto e na risota no geral.

O meu olhar percorria distraído e sem alvo aparente o aglomerado de pessoas que estavam à nossa frente, nas varias mesas que estavam distribuídas por ali.

A Paula chamou-me a atenção para o grupo onde estávamos e segredou-me que o Eduardo estava de olhos postos em mim, desde que tínhamos chegado.

Nem reparei, respondi-lhe absorta no ambiente e pouco ou nada interessada no que se passava na nossa mesa nem no Eduardo.

Nada me prendia a atenção ali, e a noite adivinhava-se igual a muitas outras, estava mesmo sem espírito, a Paula lá me ia tentando puxar para a conversa, ao que lhe respondia monossilabicamente ou com sorrisos vagos.

 


Escrito por FlordeLis às 21:32
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