Segunda-feira, 30 de Abril de 2007

Romântica... ou não.

 

Romantismo nunca foi o meu forte, nem realmente nunca me disse nada, aliás abomino por completo os falsos romantismos, de quem vem cheio de segundas intenções. A ideia de que quem me dá flores ou me convida para jantar, para me convencer de alguma coisa pode estar completamente enganado, sou até capaz de aceitar apenas para gozar com o acto em si, nisso os homens conseguem ser demasiado evidentes para se esconderem atrás das palavras vãs que proferem.

Não acredito em Amor eterno, acredito que se pode Amar alguém por muito tempo, mas não para sempre. Para sempre parece-me definitivo, e não considero que haja alguma coisa ou sentimento definitivo em vida.

Abomino quem diz “Amo-te” como quem bebe um copo de água, como quem muda de camisa. Banaliza-se um sentimento, um simbolismo, despreza-se o significado de tal verbo, a importância de um afecto tão especial.

Posso sentir que alguém me ama, sem ser preciso me dizer explicitamente, quando pensa primeiro em mim, em detrimento dela própria, quando me diz que estou linda, quando acordo de manha ainda com o cabelo desalinhado e rosto por lavar, quando me ouve nos momentos em que mais preciso e me apoia incondicionalmente e me diz “estou aqui”, quando independentemente dos meus defeitos continua a gostar de mim tal e qual como sou. São estes pequenos gestos que nos fazem sentir amados, respeitados. Não preciso de ouvir a palavra “Amo-te”, apenas de o sentir.

Provavelmente sou mais racional, provavelmente de mim raramente vão ouvir tal vocábulo porque nunca sonhei com histórias com um final feliz e com amores eternos, e com um “happy forever after”.

Provavelmente amo em silencio, porque as palavras para mim não são importantes, porque os actos são sem sombra de dúvidas a melhor forma de o demonstrar a quem eu amar, porque não tenho jeito para dizer o que sinto, e porque quando toca a emoções prefiro guardá-las, do que as revelar.

E sobretudo porque…

 

 

Amar apenas amei uma vez.                                                                                                                                     

 

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Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias | Devaneios (12)
Quinta-feira, 26 de Abril de 2007

Independência

A independência é sempre para todos nós um bem a alcançar, um bem que apesar de não ser palpável , é sempre muito cobiçado, pelo simples facto de que nos sentimos em plena comunhão connosco e com os nossos ideais, porque é a nossa afirmação como individuo, com uma personalidade definida e com ideias próprias.

Desejamos ser independentes, livres de permanecermos limitados por terceiros, tantos nos actos como nos caminhos a seguir.

Quando ainda adolescentes achamos que vamos alcançar a nossa liberdade quando deixamos de estar dependentes dos nossos progenitores, quando temos uma casa, um carro, um emprego.

Mas, agora questiono-me. Será que somos mesmo livres?

Quantos de nós deixamos de dizer bem alto aquilo que pensamos sobre diversos assuntos a alguém que ate gostamos mas que sabemos que transmitir essa opinião trará mágoa, ou arranjara uma possível discussão sem levar a lado nenhum? Ou até mesmo a opinião que temos sobre essa mesma pessoa?

Quantos de nos não tivemos vontade de gritar pelos nossos direitos enquanto trabalhadores e achamos por bem ficarmos calados para não levantar conflitos ou represálias?

A realidade é que a liberdade é um bem muito limitado e relativo. Este facto torna-nos dependentes de situações, de palavras, de emoções, da nossa própria opinião.

É que para sermos totalmente independentes, teríamos que livrarmos de complexos e preconceitos, expressar aquilo que sentimos sem levar em conta qualquer consequência, respeitando mutuamente a liberdade dos outros e esperando que eles fizessem o mesmo, mas mantendo principalmente o respeito por nós próprios.

Talvez por isso digam que eu tenho mau feitio, porque ainda me sinto livre para dizer o que penso, porque apesar de saber as opiniões dos outros, ainda falo com a minha consciência e não tenho receio de expressar o que sinto. Espero que me respeitem assim como respeito a opinião dos demais, tentando no entanto não ferir susceptibilidades. Como eu própria digo, posso dizer tudo e expressar a minha opinião sobre tudo, apenas temos que aprender as formas para o fazer.

Seremos mesmo independentes?

Vale a pena pensar nisto…

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Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias | Devaneios (10)
Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Sonhos

Hoje queria partilhar a satisfação que me dá em me sentir útil, nem sempre a vida nos corre bem, mas de facto à que manter a esperança, o desejo de vencer na vida, e manter a nossa auto estima no seu devido lugar. Manter os nossos sonhos vivos, sermos fieis ao nossos princípios, manter a esperança viva. E por falar em sonhos, tendo muitas definições entre as quais, definindo-se como produto da nossa imaginação, fantasias, devaneios, vocês ainda se lembram dos sonhos que mantinham em criança quando alguém vos perguntava o que queriam ser quando fossem adultos? Idealizamos profissões, sonhamos com algo perfeito para nós. Tão longe da realidade da vida. Lembro-me tão bem de desejar ser uma bailarina que faria com orgulho parte de recitais que haveriam de correr mundo. Mais tarde, adorava o circo, todo o ambiente que o circunda, queria com certeza ser acrobata, voar no trapézio e receber palmas vindas da multidão. Posteriormente, devido a influências televisivas, hoje tenho a certeza disso, mantive um sonho que por pouco não passava ao lado. Queria ser advogada. Queria defender os oprimidos e grandes causas que supostamente ate já estariam perdidas logo de início, fazer a diferença no mundo, ser reconhecida por isso, defender a lei. Podia ter concretizado este sonho, porque este em particular acompanhou – me até muito tarde. A vida dá imensas voltas e por isso mais uma vez, não se concretizou.

Nem sempre fazemos aquilo que gostamos e tiramos algum prazer disso, ou por vezes até descobrimos acidentalmente outras maneiras de exercermos uma profissão que nos realize e nos complete.

Lutar pelos meus sonhos, sim continuo a lutar, apenas eles agora passam por outras dimensões.

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Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias | Devaneios (16)
Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

Pequenos ou Grandes?

 

 

Dizem que falar de nós próprios é subjectivismo, egoísmo até…

Pois eu diria que falar de mim, é dar-me a conhecer, é partilhar o que sinto com mais alguém, é sermos nós próprios e demonstrar que não temos receio de ser quem somos com todas as nossas vicissitudes e o mesmo acontece quando alguém se partilha connosco. Sempre gostei de coisas simples, sem grandes floreados, de pessoas simples, sem tendências para grandes protagonismos. Sempre gostei de uma boa conversa, de gargalhadas e de tirar prazer com as pequenas coisas elementares da vida, com as brincadeiras, com as piadas, de até tropeçar nas brincadeiras dos outros  e com isso fazer alguém sorrir. Para mim a simplicidade pronuncia-se através de pequenos momentos como aquele em que a lareira nos acompanha nas noites frias de Inverno, como a leitura de um livro que me dê prazer, não precisa de ser de um autor conhecido, apenas preciso de me identificar com a história, em comer um gelado à beira mar, em sentir a brisa fresca que sacode os meus cabelos, em molhar os pés numa pequena queda de agua perdida num monte, em deitar-me sobre a relva fresca num dia de primavera e fechar os olhos e ouvir a vida que nos circunda, em ter momentos de silencio apenas meus sem ninguém por perto, em conduzir sem destino e parar onde se quiser, em sentir o cheiro a madeira queimada, o cheiro a terra molhada, a mar, do pão ainda quente, do ambientador com cheiro a magnólia cá de casa.

São estes pequenos prazeres que dão sentido à minha vida.

E vocês, quais são os vossos  momentos?

 

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Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias | Devaneios (13)
Terça-feira, 17 de Abril de 2007

A todos...

Não.

Nem sempre é fácil contar-vos as minhas histórias, narrativas que de uma maneira ou de outra tem algo de semelhante com as vossas. É claro que elas não são exclusivas, singulares, apenas são minhas e nem sempre é fácil abrir o nosso coração para os outros quando as chagas que ainda estão a sarar após tantos anos, ainda se encontram vivas, ainda laceram quando lhes toco. Não partilho, porque me sinto forçada, mas partilho porque sinto necessidade de o fazer, porque sei que as compreendem, porque sei que de uma maneira ou de outra é comparável com as vossas histórias e que de vez em quando é bom revivermo-nos nas histórias dos outros. Mesmo que ainda corra alguma gota de sangue. Mesmo que ainda doa. Sinto que cada palavra que escrevo aqui apesar de nem sempre ser sobre nada em concreto para quem me lê, é sempre sobre alguma coisa, vem sempre de algum momento, de algum sentimento, de alguma experiência, de alguma lágrima, de algum sentimento retraído ao longo do tempo. Nem sempre a vida nos sorri, e porque não gosto de divulgar o que me vai na alma a quem me esta mais próximo, porque sou assim, e não vou mudar entenda-se, mas no entanto gosto de partilhar com vocês, que estão aí desse lado. O facto de ser lido é um privilégio. Um privilégio que me agrada, pois também vocês partilham comigo as vossas experiências, sem contar com o facto de que também nelas, conseguirem reviver um pouco as vossas memórias.

Não, não é uma despedida, apenas um reconhecimento.

Tive necessidade de o fazer. Sinto-me privilegiada por o poder fazer.

A todos um muito obrigado.

Até já.

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Escrito por FlordeLis às 00:00
| Vossas memórias | Devaneios (23)

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